Azar na Praia ou Bronca na Discoteca?
Analisar a vida e obra de Nel Monteiro é um exercicío quase espiritual. E sim, eu converti-me! Não sabemos se foi nas vinhas do Douro, onde nasceu, ou na tropa, onde se fez homem, que foi buscar inspiração para os seus albuns. Com milhões (sim, milhões!) de discos e cassetes vendidos, Nel Monteiro é um ícon incontornável, uma expressão magnânime, uma lenda viva do azeiteirismo nacional na forma de músico popular.O look não engana - estamos na presença dum macho luso na sua forma mais impoluta: o blazer discretamente aberto de forma insinuante, lançando uma mensagem subliminar de charme irresistível "anda fuçar nos caracóis do meu peito", a escolha da tinta capilar Farandol 141-3b, que compete em visibilidade directamente com os coletes fluorescentes da brigada de trânsito, a cruz de prata, símbolo católico que pisca o olho ao target comercial das freiras e beatas, enfim, pequenos nadas num todo a que ninguém fica indiferente.
Para os que resistiram até aqui, convido a uma lenta e turtuosa admiração da galeria de fotos, bem como uma inevitável passagem pela (longa) discografia do autor, onde é possível relembrar hits e clássicos como "Milagre da burra", "Ai, ai, ai quem escorrega também cai", "Toca o Bicho", "Desculpe lá minha sogra", "Filha fizeste 18 anos" ou, o mais recente êxito que aqui podem ouvir, ( e que resvala para a categoria de música de intervenção) "Puta Vida Merda Cagalhões".

1 Comentários Oportunos:
Maravilhoso
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