18.9.06

O Piropo Lusitano

A arte do piropo lusitano é reconhecida internacionalmente e constitui umas das mais básicas e inegáveis provas da nossa descendência símia. Se alguns evoluíram e tornaram-se civilizados, outros há que continuam pendurados em andaimes, vociferando as maiores alarvidades aquando da passagem duma fêmea nas imediações do seu território.

Outra variação da espécie faz-se deslocar em veículos pesados (meras extensões do seu ego) e do alto do seu poleiro-com-semi-reboque (ver imagem anexa) lançam o seu charme e alguns perdigotos, enquando coçam o saco escrotal. O palito no canto da boca é opção.

Por uma questão meramente académica e para prevenir qualquer gaja boa que possa aproximar-se destes seres, aqui deixamos algumas das expressões utlizadas pelos espécimes aquando da tentativa de acasalamento:

- A tua mãe só pode ser uma ostra para cuspir uma pérola como tu.

- Só queria que fosses uma pastilha elástica para te comer o dia todo.

-Tens um cú que parece uma cebola! É de comer e chorar por mais!

- Oh boa, com um cú desses deves cagar bobons!

- És como um helicóptero: gira e boa!

-Usas cuecas TMN? É que tens um rabinho que é um mimo!

- Belas pernas! A que horas abrem?

- Ó Fevera! Junta-te aqui à brasa!

- Ó joia! Anda aqui ao ourives!

- Ó morcôna, comia-te o sufixo!

- Ó linda, sobe-me à palmeira e lambe-me os cocos...

- Sabes onde ficava bem essa tua roupa? Toda amarrotada no chão do meu quarto!

- Acreditas em amor à primeira vista ou tenho que passar por aqui mais uma vez?

- Contigo filha, era até ao osso!

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